Desde muito jovem, Camille Bouchard esteve ligada ao mundo da jardinagem, área na qual concentrou os seus estudos e experiência profissional até, em 2014, concluir um mestrado em Arquitetura Paisagista na École Nationale Supérieure de la Nature et du Paysage, em Blois, França. Nessa altura, já tinha desenvolvido projetos de jardins em contextos tão diversos como a Escócia, a Austrália, a Malásia e a França, trabalhando em jardins privados, jardins botânicos nacionais e empresas especializadas em Arquitetura Paisagística. À sua formação adicionou os cursos de Design de Permacultura e Formação de Professores na Quinta do Vale da Lama, em Portugal. Onde, em 2016, iniciou um percurso de trabalho criativo, integrando o design paisagístico, a implantação de jardins em projetos residenciais e instalações verdes em festivais. Tem introduzido junto de diversos clientes ferramentas de permacultura direcionadas para a resiliência e eficiência hídrica. A sua metodologia assenta numa rigorosa análise da flora e solo, morfologia do terreno e microclima, articulando saberes e técnicas tradicionais com soluções tecnológicas avançadas em prol da fruição estética e da regeneração ambiental. Camille tem demonstrado a amplitude das suas competências numa grande variedade de projetos, desde pequenos jardins residenciais até grandes eventos públicos. O seu método integra a arquitetura paisagista e a permacultura numa visão holística de transformar, habitar e experienciar o espaço, unindo sempre a componente artística ao rigor técnico para quebrar a rigidez das construções mais convencionais. É precisamente nesta intersecção que assenta a sua grande paixão: a arte de criar jardins de beleza única através de uma abordagem consciente do território e dos desafios ambientais, conciliando os desejos dos clientes com as características e necessidades intrínsecas de cada lugar.

O estúdio da Camille é como um “laboratório vivo”, onde as ideias para espaços exteriores se transformam em jardins vibrantes e sustentáveis. O processo começa por esclarecer as ideias e necessidades de cada cliente, reunindo depois as ferramentas, técnicas e especialistas necessárias para concretizar essa visão. Cada projeto é cuidadosamente adaptado às características do lugar, permitindo que o próprio terreno oriente as escolhas de materiais, espécies vegetais e organização do espaço. A abordagem vai sendo influenciada pelas pessoas, paisagens e mundo natural e, o resultado é uma ligação fluída entre a casa e o jardim, criando espaços simultaneamente íntimos e ecologicamente conscientes. Através da combinação de cores, texturas e estruturas, Camille procura dissolver a fronteira entre interior e exterior, transformando cada vista numa paisagem vibrante e em constante transformação. O objetivo é criar lugares que promovam o bem-estar e convidem a uma reconexão com os ritmos da natureza. Um jardim torna-se, assim, mais do que uma escolha estética: é uma tela viva que permite experienciar a beleza de cada estação e o prazer profundo de cuidar da vida que cresce à nossa porta. O estúdio de Camille centra-se na sustentabilidade, biodiversidade e gestão ecológica dos recursos hídricos, criando projetos não só para quem os habita, mas também para todo um ecossistema que se irá estabelecer gradualmente. Damos prioridade a todos os recursos já existentes, procurando otimizá-los para criar projetos sustentáveis. Estamos conscientes das perturbações que a criação de um novo jardim pode introduzir e procuramos minimizar o seu impacto, antecipando cuidadosamente cada etapa do processo para que a paisagem se estabeleça de forma harmoniosa e nas melhores condições possíveis.

Bárbara Miranda, ARQUITETA E DESIGNER DE INTERIORES

Nascida em Lisboa em 1981, Bárbara Miranda é uma Arquiteta portuguesa com mais de 16 anos de experiência, seis dos quais passados em Londres, onde trabalhou em grandes projetos de Arquitetura e Design de Interiores. Para além de Arquiteta, é também Pianista, Professora de Yoga e de Geometria Sagrada e ainda Fundadora do movimento de Detox Digital @offlineportugal, lançado em 2016. «Om e Home (casa) não são uma coincidência — a forma como concebemos e experienciamos as nossas casas é um reflexo direto de quem somos e de como o nosso corpo e a nossa mente se encontram em cada momento. Sempre fui apaixonada por criar novos espaços e projetar casas e, com a Inline Home Design, combinei duas das minhas maiores paixões: Arquitetura e Desenvolvimento Pessoal.»

Joana Luz, ARQUITETA PAISAGISTA

Natural de Lisboa (1975), Joana Luz é licenciada em Arquitetura Paisagista pelo Instituto Superior de Agronomia (ISA) da Universidade de Lisboa. Iniciou a sua carreira na PROAP e, mais tarde, integrou o Atelier da Paisagem, onde coordenou projetos durante uma década. Com mais de 20 anos de experiência, Joana trabalhou numa grande diversidade de projetos, desde pequenos pátios a parques públicos. Foi pioneira no conceito de Jardins Urbanos, dinamizando workshops que ajudam as pessoas a criar os seus próprios espaços verdes em pequenos pátios, varandas e terraços. Joana acredita que cada espaço tem uma essência própria e aborda cada projeto com grande atenção ao detalhe, desde os percursos e materiais à seleção das plantas. Acompanha o processo desde o conceito até à execução, colaborando com especialistas para garantir que cada paisagem melhora a experiência humana.

Jessica Horta Gomes, Arquiteta Paisagística

Jessica Horta Gomes nasceu na África do Sul e mudou-se para Portugal ainda jovem, onde reencontrou as raízes da sua família. É mestre em Arquitetura Paisagista pelo Instituto Superior de Agronomia (ISA) da Universidade de Lisboa. Desde cedo, Jessica esteve envolvida em projetos focados na natureza, desenvolvendo uma prática baseada no trabalho de campo e numa crescente experiência botânica. A partir de 2014 trabalhou inicialmente como freelancer, em colaboração com um Arquiteto, passando posteriormente por um atelier de Arquitetura Paisagista e Consultoria Ambiental em Lisboa e, a partir de 2017, por empresas de Arquitetura Paisagista sediadas em Sintra. Enquanto desenvolvia a sua experiência profissional, concluiu a sua tese de mestrado focada no Design Paisagístico Naturalista, para jardins secos com a flora mediterrânica como base. Esta investigação, combinada com intercâmbios com profissionais da mesma área e visitas a diferentes locais, expandiu a sua compreensão dos jardins como habitats ecológicos vitais — uma perspetiva que desde então orienta o seu trabalho. Atualmente desenvolve a sua prática de forma independente, desenvolvendo projetos de jardins adaptados ao clima e território, bem como serviços de consultoria técnica e execução de intervenções. Paralelamente, dinamiza formações para jardineiros e profissionais de arquitetura paisagista através da associação MGAP, partilhando conhecimentos práticos sobre paisagens mediterrânicas sustentáveis.

Siegrun Bischof, Jardineira

Siegrun é uma jardineira apaixonada, Profissional de Terapia da Floresta certificada e naturopata experiente. Com mais de 40 anos de prática, cultivou alimentos biológicos e projetou, desenvolveu e manteve tanto jardins como paisagens florestais em vários países. A sua abordagem baseia-se numa forte ética e responsabilidade ecológica, com especial respeito pela vida vegetal e pelos seus ambientes naturais. O seu trabalho procura criar espaços equilibrados e harmoniosos que contribuam para o bem-estar de todos os seres vivos.

Diana Matoso, Jardineira

Natural de Lisboa (1981), Diana desenvolveu o seu percurso em contacto direto com o meio rural português, onde cresceu. Durante os seus passeios regulares pela natureza, despertou uma profunda curiosidade pelo mundo natural: sons, formas, cores, texturas e todos os padrões ocultos que os ligam. Ao longo dos últimos 15 anos, transformou a sua paixão pela jardinagem de um simples passatempo numa vocação. Ao longo desse percurso, estagiou e trabalhou em quintas e comunidades de permacultura, aprendendo tanto com especialistas como com os mais velhos e vizinhos. Através de uma prática continuada de observação e trabalho de campo, desenvolveu uma intuição refinada e uma elevada sensibilidade na gestão e regeneração de ecossistemas, procurando cooperar sempre em simbiose com as dinâmicas da natureza.